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A GRANDE MULTIDÃO
A GRANDE MULTIDÃO

A grande multidão viverá no céu? ou na terra?

EM CONTRASTE com os membros das religiões da cristandade, a maioria das Testemunhas de Jeová espera ganhar vida eterna não no céu, mas na Terra. Por quê?

Nem sempre foi assim. Os cristãos do primeiro século esperavam um dia governar com Jesus Cristo quais reis celestiais. (Mat. 11:12; Luc. 22:28-30) Jesus lhes havia dito, porém, que os herdeiros do Reino seriam apenas um “pequeno rebanho”. (Luc. 12:32) Quem seria incluído? Quantos haveria? Não souberam dos pormenores senão mais tarde.

No Pentecostes de 33 EC, os primeiros discípulos judeus de Jesus foram ungidos com espírito santo para serem co-herdeiros de Cristo. No ano 36 EC, a operação do espírito de Deus tornou claro que os gentios incircuncisos também teriam parte nessa herança. (Atos 15:7-9; Efé. 3:5, 6) Passaram-se mais 60 anos antes de ser revelado ao apóstolo João que apenas 144.000 seriam tomados da Terra para terem parte no Reino celestial com Cristo. — Rev. 7:4-8; 14:1-3.

Charles Taze Russell e seus associados tinham essa esperança, como a maioria das Testemunhas de Jeová até meados da década de 30. Sabiam também, com base nos seus estudos das Escrituras, que a unção com espírito santo significava não só que tais pessoas serviriam no futuro quais reis e sacerdotes com Cristo nos céus, mas também que tinham um trabalho especial a fazer enquanto ainda estavam na carne. (1 Ped. 1:3, 4; 2:9; Rev. 20:6) Que trabalho? Eles conheciam bem e citavam muitas vezes Isaías 61:1, que diz: “O espírito do Soberano Senhor Jeová está sobre mim, visto que Jeová me ungiu para anunciar boas novas aos mansos.”

Pregação com que objetivo?

 

Embora fossem poucos, esforçavam-se a transmitir a toda pessoa possível a verdade a respeito de Deus e seu propósito. Imprimiam e distribuíam enormes quantidades de publicações que anunciavam as boas novas sobre a provisão divina de salvação por meio de Cristo. Mas seu objetivo não era de forma alguma a conversão de todos os a quem pregavam. Então, por que lhes pregavam? A Watch Tower (A Sentinela) de julho de 1889 explicava: “Somos representantes [de Jeová] na Terra; a honra de seu nome será vindicada na presença de seus inimigos e diante de muitos de seus filhos desencaminhados; seu glorioso plano será amplamente divulgado em oposição a todos os projetos dos sábios do mundo que os homens estão tentando e tentaram inventar.”

 

Deu-se atenção especial aos que professavam ser o povo do Senhor, muitos dos quais eram membros das igrejas da cristandade. Qual era o objetivo de pregar a esses? Conforme o irmão Russell muitas vezes explicou, o desejo dos primeiros Estudantes da Bíblia não era atrair membros de igrejas para alguma outra organização, mas ajudá-los a se aproximarem mais do Senhor como membros da igreja una e verdadeira. Os Estudantes da Bíblia sabiam, porém, que, em obediência a Revelação (Apocalipse) 18:4, essas pessoas tinham que sair de “Babilônia”, que, segundo entendiam, era manifestada na igreja nominal, o conjunto de igrejas da cristandade com todos os seus ensinamentos antibíblicos e divisões sectárias. Já no primeiro número da Watch Tower (julho de 1879), o irmão Russell disse: “Entendemos que o objetivo do testemunho dado atualmente é ‘tirar um povo para Seu nome’ — a Igreja — que na vinda de Cristo está unido a Ele e recebe Seu nome. Rev. iii. 12.”

 

Eles compreenderam que, naquele tempo, apenas uma ‘chamada’ estava sendo feita a todos os verdadeiros cristãos. Era um convite para serem membros da noiva de Cristo, cujo número por fim seria de apenas 144.000. (Efé. 4:4; Rev. 14:1-5) Procuravam incentivar todos os que professassem fé no sacrifício de resgate de Cristo, quer fossem membros de uma igreja, quer não, a apreciar as “promessas preciosas e mui grandiosas” de Deus. (2 Ped. 1:4; Efé. 1:18) Empenhavam-se em instar com eles para se ajustarem, com zelo, aos requisitos para o pequeno rebanho de herdeiros do Reino. Para o fortalecimento espiritual de todos esses que, segundo achavam, constituíam ‘os aparentados na fé’ (porque professavam ter fé no resgate), o irmão Russell e seus associados procuravam diligentemente tornar disponível o alimento espiritual “a seu tempo” por meio das colunas da Sentinela e de outras publicações baseadas na Bíblia. — Gál. 6:10; Mat. 24:45, 46, Almeida.

Eles podiam ver, porém, que nem todos os que professavam ter feito uma “consagração” (ou: ‘ter-se entregado plenamente ao Senhor’, conforme entendiam que significava) continuavam depois disso a levar uma vida de abnegação espontânea, fazendo do serviço do Senhor seu principal interesse na vida. Contudo, segundo explicavam, os cristãos consagrados haviam concordado de livre vontade em renunciar à natureza humana, tendo em vista uma herança celestial; não havia retorno; se não ganhassem vida no domínio espiritual, a segunda morte os aguardaria. (Heb. 6:4-6; 10:26-29) Mas, muitos cristãos supostamente consagrados estavam seguindo o caminho fácil, não manifestando o verdadeiro zelo pela causa do Senhor e evitando a abnegação. Entretanto, aparentemente não haviam repudiado o resgate, e levavam uma vida razoavelmente limpa. O que aconteceria com tais pessoas?

Durante muitos anos os Estudantes da Bíblia pensavam que se tratava do grupo descrito em Revelação 7:9, 14, que menciona “uma grande multidão” que sai da grande tribulação e está de pé “diante do trono” de Deus e diante do Cordeiro, Jesus Cristo. Arrazoavam que, embora esses evitassem uma vida de abnegação, se confrontariam com testes de fé que culminariam em morte durante um período de tribulação após a glorificação dos últimos membros da noiva de Cristo. Pensavam que, se esses mencionados como sendo a grande multidão permanecessem fiéis naquele tempo, seriam ressuscitados para a vida celestial — não para governarem como reis, mas para tomarem posição diante do trono. Julgava-se que receberiam tais posições secundárias porque seu amor pelo Senhor não fora suficientemente ardente, porque não haviam mostrado bastante zelo. Pensava-se que eram pessoas geradas pelo espírito de Deus, mas que haviam sido negligentes em obedecer a Deus, apegando-se possivelmente ainda às igrejas da cristandade.

Pensavam também que talvez — apenas talvez — os “dignos da antiguidade” que iriam servir quais príncipes na Terra durante a era do milênio fossem, no fim desse período, de algum modo agraciados com a vida celestial. (Sal. 45:16) Ponderavam que uma perspectiva similar talvez aguardasse a quaisquer que se “consagrassem” depois de terem sido finalmente escolhidos os 144.000 herdeiros do Reino, mas antes do tempo de começar a restauração na Terra. Até certo ponto, isso era uma reminiscência do conceito da cristandade de que todos os suficientemente bons vão para o céu. Mas havia uma crença, baseada nas Escrituras, que os Estudantes da Bíblia prezavam e que os distinguiu de toda a cristandade. Qual era essa crença?

Viver na Terra para sempre com perfeição

 

Eles compreendiam que, ao passo que a um número limitado dentre a humanidade se daria a vida celestial, haveria muitos mais que seriam favorecidos com a vida eterna na Terra, em condições similares às que existiam no Paraíso do Éden. Jesus ensinara seus seguidores a orar: “Realize-se a tua vontade, como no céu, assim também na terra.” Também havia dito: “Felizes os de temperamento brando, porque herdarão a terra.” — Mat. 5:5; Mat. 6:10.

 

Em harmonia com isso, uma tabela publicada como suplemento na Watch Tower de julho-agosto de 1881 indicava que haveria muitos dentre a humanidade que ganhariam o favor de Deus durante o Reino Milenar de Cristo e que constituiriam “o mundo da humanidade levada à vida e perfeição humana”. Essa tabela foi usada por muitos anos como base para discursos perante grupos grandes e pequenos.

 

Em que condições viveriam as pessoas na Terra durante essa era do milênio? The Watch Tower de 1.° de julho de 1912 explicou: “Antes de ter entrado o pecado no mundo, a provisão divina para nossos primeiros pais era o Jardim do Éden. Ao pensarmos sobre isso, voltemos nossa mente para o futuro, orientados pela Palavra de Deus; em visão mental vemos o Paraíso restaurado — não simplesmente um jardim, mas a Terra inteira tornada bela, frutífera, sem pecado, feliz. Daí, lembramos a promessa inspirada com a qual estamos tão familiarizados — ‘E Deus enxugará dos seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem clamor, nem dor’, pois as coisas anteriores, o pecado e a morte, terão passado, e todas as coisas terão sido feitas novas! — Rev. 21:4, 5.”

Quem haveria de viver para sempre na Terra?

O irmão Russell não pensava que Deus estivesse oferecendo à humanidade uma escolha — a vida no céu para os que a desejassem e a vida numa Terra paradísica para os que preferissem isso. A Watch Tower de 15 de setembro de 1905 dizia: “Nossos sentimentos ou aspirações não são a chamada. Do contrário, daria a entender que nós é que fazemos nossa própria chamada. Falando sobre nosso sacerdócio, o Apóstolo diz: ‘Ninguém toma para si esta honra, senão o que é chamado por Deus’ (Heb. 5:4, Almeida, ed. rev. e corr.), e não é nos nossos sentimentos que devemos buscar certeza quanto a qual é a chamada de Deus, mas sim na própria Palavra de revelação de Deus.”

Quanto à oportunidade de viver num restaurado paraíso terrestre, os Estudantes da Bíblia criam que ela se estenderia às pessoas só depois de todo o pequeno rebanho ter recebido a sua recompensa e de ter iniciado plenamente a era do milênio. Entendiam que esse seria o tempo da “restauração de todas as coisas”, mencionada em Atos 3:21. (Imprensa Bíblica Brasileira) Até mesmo os mortos seriam então ressuscitados para que todos pudessem partilhar dessa provisão amorosa. Os irmãos imaginavam que toda a humanidade (exceto os chamados para a vida no céu) receberia nessa época a oportunidade de escolher a vida. Segundo entendiam, esse seria o tempo em que Cristo, no seu trono celestial, separaria as pessoas umas das outras, como um pastor separa as ovelhas dos cabritos. (Mat. 25:31-46) Os obedientes, quer nascidos como judeus, quer como gentios, revelariam ser “as outras ovelhas” do Senhor. — João 10:16.

Uma vez terminados os Tempos dos Gentios, eles achavam que o tempo da restauração estava muito próximo; portanto, de 1918 a 1925, proclamavam: “Milhões que agora vivem jamais morrerão.” Sim, entendiam que as pessoas que viviam naquele tempo — a humanidade em geral — tinham a oportunidade de sobreviver, de entrar no tempo da restauração e receber então instruções concernentes aos requisitos de Jeová para a vida. Sendo obedientes, atingiriam gradativamente a perfeição humana. Sendo rebeldes, seriam, com o tempo, destruídos para sempre.

Naqueles anos primordiais, os irmãos não podiam imaginar que a mensagem do Reino seria proclamada tão extensivamente e por tantos anos como tem sido. Mas continuaram a examinar as Escrituras e esforçavam-se a acatar o que estas indicavam quanto a que obra Deus queria que eles fizessem.

As “ovelhas” à direita de Cristo

Um passo realmente importante no entendimento do propósito de Jeová girava em torno da parábola de Jesus sobre as ovelhas e os cabritos, em Mateus 25:31-46. Nessa parábola, Jesus disse: “Quando o Filho do homem chegar na sua glória, e com ele todos os anjos, então se assentará no seu trono glorioso. E diante dele serão ajuntadas todas as nações, e ele separará uns dos outros assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. E porá as ovelhas à sua direita, mas os cabritos à sua esquerda.” Segundo a parábola passa a mostrar, as “ovelhas” são os que ajudam os “irmãos” de Cristo, procurando até mesmo socorrê-los quando são perseguidos e estão na prisão.

Por muito tempo se pensava que esta parábola se aplicasse durante a era do milênio, no tempo da restauração, e que o julgamento final mencionado na parábola fosse aquele que ocorreria no fim do milênio. Mas, em 1923, foram apresentadas razões para outro conceito sobre o assunto por J. F. Rutherford, presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA), num discurso esclarecedor proferido em Los Angeles, Califórnia. Essa matéria foi publicada mais tarde naquele ano na edição de 15 de outubro da Watch Tower.

Ao considerar o tempo em que essa parábola profética se cumpriria, o artigo mostrava que Jesus a incluíra como parte de sua resposta à pergunta sobre ‘o sinal da sua presença e da terminação do sistema de coisas’. (Mat. 24:3) O artigo explicava por que os “irmãos” mencionados na parábola não podiam ser os judeus da era do Evangelho nem humanos que demonstrassem fé durante o período de teste e de julgamento, no milênio, mas sim os herdeiros com Cristo do Reino celestial; daí a razão pela qual o cumprimento da parábola tinha de se dar num tempo em que alguns dos co-herdeiros de Cristo ainda estivessem na carne. — Compare com Hebreus 2:10, 11.

O que esses ungidos irmãos de Cristo vivenciaram ao se empenharem em dar testemunho ao clero e ao povo associado com as igrejas da cristandade indicou também que a profecia encerrada na parábola de Jesus já estava tendo cumprimento. De que modo? A reação de muitos clérigos e membros destacados de suas igrejas era de hostilidade — não houve um revigorante copo de água, quer literal, quer figurativo; em vez disso, alguns desses instigaram turbas a rasgar a roupa dos irmãos e a bater neles, ou exigiram que as autoridades os lançassem na prisão. (Mat. 25:41-43) Em contraste com isso, muitos humildes membros de igreja receberam a mensagem do Reino com alegria, ofereceram refrigério para os que a traziam, e fizeram tudo ao seu alcance para ajudá-los, mesmo quando os ungidos estavam na prisão por causa das boas novas. — Mat. 25:34-36.

Segundo o que os Estudantes da Bíblia podiam entender, os a quem Jesus chamou de ovelhas ainda estavam nas igrejas da cristandade. Imaginavam que eram os que não professavam ser consagrados ao Senhor, mas que tinham grande respeito por Jesus Cristo e pelo seu povo. Mas, podiam eles permanecer nas igrejas?

Posição firme a favor da adoração verdadeira

Um estudo das profecias do livro bíblico de Ezequiel lançou luz sobre isso. O primeiro dos três volumes de comentários a respeito, intitulados Vindication (Vindicação), foi publicado em 1931. Explicava o significado daquilo que Ezequiel escreveu sobre a ira de Jeová contra as antigas Judá e Jerusalém apóstatas. Embora o povo de Judá afirmasse servir o Deus vivente e verdadeiro, adotaram os ritos religiosos das nações vizinhas, ofereceram incenso a ídolos sem vida e colocaram imoralmente sua confiança em alianças políticas, em vez de demonstrarem fé em Jeová. (Eze. 8:5-18; 16:26, 28, 29; 20:32) Em tudo isso, eram exatamente como a cristandade; portanto, coerentemente, Jeová executaria a sentença de julgamento contra a cristandade assim como fez contra Judá e Jerusalém infiéis. Mas o capítulo 9 de Ezequiel mostra que, antes da execução divina de julgamento, alguns seriam marcados para serem preservados. Quem são esses?

A profecia diz que os marcados seriam os que “suspiram e gemem por causa de todas as coisas detestáveis que se fazem no meio” da cristandade, ou Jerusalém antitípica. (Eze. 9:4) Certamente, pois, não podiam participar deliberadamente dessas coisas detestáveis. Por conseguinte, o primeiro volume de Vindication identificava os que tinham o sinal como sendo aqueles que recusavam fazer parte das organizações eclesiásticas da cristandade e que de alguma forma tomavam posição ao lado do Senhor.

A essa matéria seguiu-se, em 1932, um estudo do relato bíblico sobre Jeú e Jonadabe e seus significados proféticos. Jeú foi comissionado por Jeová para ser rei sobre o reino de Israel de dez tribos e para executar o julgamento de Jeová sobre a iníqua casa de Acabe e de Jezabel. Quando Jeú estava a caminho de Samaria para erradicar a adoração de Baal, Jonadabe, filho de Recabe, foi ao seu encontro. Jeú perguntou a Jonadabe: “É teu coração reto para comigo?” e Jonadabe respondeu: “É.” “Dá-me deveras a tua mão”, solicitou Jeú, conduzindo Jonadabe para dentro de seu carro. Daí, Jeú instou: “Vem deveras comigo e vê como não tolero rivalidade para com Jeová.” (2 Reis 10:15-28) Jonadabe, embora não fosse israelita, concordou com o que Jeú estava fazendo; ele sabia que se devia dar devoção exclusiva a Jeová, o Deus verdadeiro. (Êxo. 20:4, 5) Séculos depois, os descendentes de Jonadabe ainda demonstravam um espírito que Jeová aprovava, de modo que Ele prometeu: “De Jonadabe, filho de Recabe, não se decepará homem, impedindo-o de ficar de pé diante de mim para sempre.” (Jer. 35:19) Surgiu então a pergunta: há na Terra hoje pessoas que não são israelitas espirituais cujo galardão é celestial, mas que são como Jonadabe?

The Watchtower de 1.° de agosto de 1932 explicava: “Jonadabe representou ou prefigurou a classe de pessoas hoje na Terra . . . [que] estão em desarmonia com a organização de Satanás, que tomam a sua posição do lado da justiça, e são aqueles a quem o Senhor resguardará durante o Armagedom, e os fará sobreviver àquela tribulação e lhes dará a vida eterna na Terra. Esses constituem a classe das ‘ovelhas’ que favorecem os ungidos de Deus, porque sabem que os ungidos do Senhor estão fazendo a obra do Senhor.” Os que manifestavam esse espírito foram convidados a participar em levar a mensagem do Reino a outros, assim como os ungidos. — Rev. 22:17.

 

Havia alguns (embora relativamente poucos naquele tempo) associados com as Testemunhas de Jeová que reconheciam que o espírito de Deus não havia gerado neles a esperança da vida celestial. Chegaram a ser conhecidos por jonadabes, pois, como o antigo Jonadabe, consideravam um privilégio ser identificados com os servos ungidos de Jeová, e alegravam-se em participar dos privilégios que a Palavra de Deus lhes indicava. Será que tais pessoas que tinham a perspectiva de nunca morrer se tornariam numerosos antes do Armagedom? Seria possível, conforme se havia dito, tornarem-se milhões?

 

Os da “grande multidão” — quem são?

 

Quando se fez o anúncio das providências tomadas para a realização de um congresso das Testemunhas de Jeová em Washington, DC, de 30 de maio a 3 de junho de 1935, The Watchtower dizia: “Até agora não são muitos os jonadabes que tiveram o privilégio de assistir a um congresso, e o congresso de Washington poderá ser um verdadeiro consolo e benefício para eles.” Certamente revelou ser assim.

 

Naquele congresso, considerou-se de modo especial Revelação 7:9, 10, que diz: “Depois destas coisas eu vi, e, eis uma grande multidão, que nenhum homem podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, em pé diante do trono e diante do Cordeiro, trajados de compridas vestes brancas; e havia palmas nas suas mãos. E gritavam com voz alta, dizendo: ‘Devemos a salvação ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro.’” De quem se compõe essa grande multidão?

 

Por muitos anos, até 1935, não se entendia que eles eram os mesmos da parábola de Jesus sobre as ovelhas e os cabritos. Como já mencionado, pensava-se que fossem uma classe celestial secundária — secundária por terem sido negligentes em obedecer a Deus.

 

Todavia, esse conceito suscitava contínuas perguntas. Algumas dessas foram consideradas em princípios de 1935, durante o almoço, na sede da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA). Alguns dos que se expressaram naquela ocasião sugeriram que a grande multidão era uma classe terrestre. Grant Suiter, que mais tarde se tornou membro do Corpo Governante, lembrava: “Num estudo em Betel, dirigido pelo irmão T. J. Sullivan, perguntei: ‘Visto que a grande multidão ganhará a vida eterna, será que os que constituem esse grupo mantêm a integridade?’ Houve muitos comentários, mas nenhuma resposta definitiva.” Bem, na sexta-feira, 31 de maio de 1935, no congresso de Washington, DC, foi dada uma resposta satisfatória. O irmão Suiter estava sentado na galeria olhando por cima da multidão, e quão emocionado ficou ao ouvir o desenrolar do discurso!

Pouco depois do congresso, The Watchtower, nas suas edições de 1.° e de 15 de agosto de 1935, publicou o que foi declarado naquele discurso. Indicava que um fator importante para a compreensão correta de assuntos é reconhecer o fato de que o principal propósito de Jeová não é a salvação do homem, mas a vindicação de Seu próprio nome (ou, como diríamos hoje, a vindicação de sua soberania). Assim, a aprovação de Jeová está sobre os que mantêm a integridade para com ele; ele não recompensa os que concordam em fazer a Sua vontade, mas depois trazem vitupério sobre seu nome transigindo com a organização do Diabo. Este requisito de fidelidade se aplica a todos os que desejam a aprovação de Deus.

Em harmonia com isto, The Watchtower dizia: “Revelação 7:15 é realmente a chave para identificar a grande multidão. . . . A descrição, em Revelação, dos que compõem a grande multidão é que ‘estão diante do trono de Deus e o servem publicamente’ . . . Eles vêem, entendem e obedecem as palavras de Jesus, o Cordeiro de Deus, que lhes diz: ‘Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás’; palavras estas que se aplicam a todas as criaturas que Jeová aprova.” (Mat. 4:10) Portanto, o que a Bíblia diz sobre a grande multidão não podia ser explicado corretamente como provendo uma recompensa alternativa para pessoas que professassem amar a Deus, mas que fossem indiferentes em fazer a Sua vontade.

É, então, a grande multidão uma classe celestial? The Watchtower mostrou que a linguagem do texto não indicava tal conclusão. Quanto à sua localização “diante do trono”, mostrava que Mateus 25:31, 32 fala sobre todas as nações serem ajuntadas diante do trono de Cristo, contudo essas nações estão na Terra. A grande multidão, porém, está “em pé” diante do trono porque tem a aprovação Daquele que está no trono. — Compare com Jeremias 35:19.

Mas, onde se podia encontrar tal grupo de pessoas — pessoas “de todas as nações” que não fazem parte do Israel espiritual (descrito anteriormente em Revelação 7:4-8), pessoas que têm fé no resgate (tendo figurativamente lavado suas vestes no sangue do Cordeiro), pessoas que aclamam a Cristo como Rei (com ramos de palmeira nas mãos, como a multidão que saudou a Jesus qual Rei quando ele entrou em Jerusalém), pessoas que se apresentam realmente diante do trono de Jeová para o servirem? Existia tal grupo de pessoas na Terra?

Cumprindo a sua palavra profética, o próprio Jeová forneceu a resposta. Webster Roe, que estava no congresso de Washington, lembrava que no ponto culminante de seu discurso, o irmão Rutherford solicitou: “Queiram todos os que têm esperança de viver para sempre na Terra pôr-se de pé.” Segundo o irmão Roe, “mais da metade da assistência pôs-se de pé”. Em harmonia com isso, The Watchtower de 15 de agosto de 1935 dizia: “Vemos agora um grupo que se enquadra exatamente na descrição feita em Revelação, [capítulo] sete, concernente à grande multidão. Em anos recentes, e dentro do período em que ‘este evangelho do reino é pregado como testemunho’, grande número de pessoas se apresentaram (e ainda estão vindo) que confessam que o Senhor Jesus é seu Salvador e Jeová, seu Deus, a quem adoram em espírito e em verdade e servem alegremente. Esses são também chamados ‘os jonadabes’. Estes estão sendo batizados em símbolo, atestando assim que . . . tomaram a sua posição do lado de Jeová e servem a ele e a seu Rei.”

Compreendeu-se naquele tempo que os da grande multidão, de Revelação 7:9, 10, estão incluídos entre as “outras ovelhas” mencionadas por Jesus (João 10:16); são os que ajudam os “irmãos” de Cristo (Mat. 25:33-40); são os marcados para a sobrevivência, porque estão horrorizados devido às coisas detestáveis feitas dentro da cristandade e as evitam (Eze. 9:4); são como Jonadabe, que se identificou abertamente com o servo ungido de Jeová em levar avante a comissão que este servo recebera de Deus (2 Reis 10:15, 16). As Testemunhas de Jeová entendem que se trata de servos leais a Deus que sobreviverão ao Armagedom com a perspectiva de vida eterna numa Terra levada de volta à condição de Paraíso.

Trabalho urgente a ser feito

Seu entendimento desses textos teve efeitos de grande alcance na atividade dos servos de Jeová. Compreenderam que não eram os que selecionariam e ajuntariam os membros da grande multidão; não lhes cabia dizer às pessoas se a sua esperança devia ser celestial ou terrestre. O Senhor dirigiria os assuntos em harmonia com a sua vontade. Mas, quais Testemunhas de Jeová, tinham uma séria responsabilidade. Tinham de servir quais proclamadores da Palavra de Deus, partilhando as verdades que Ele os habilitara a entender, de modo que as pessoas conhecessem as provisões de Jeová e tivessem a oportunidade de acolhê-las com apreço.

Além do mais, reconheciam que havia grande urgência em seu serviço. Numa série de artigos intitulados “Ajuntamento da Multidão”, publicados em 1936, The Watchtower explicava: “As Escrituras sustentam fortemente a conclusão de que no Armagedom Jeová destruirá os povos da Terra e salvará apenas os que obedecem a Seus mandamentos de tomar posição ao lado de sua organização. No passado, muitos milhões de pessoas desceram à cova sem terem ouvido sobre Deus e Cristo, e esses, no devido tempo, precisam ser despertados da morte e receber conhecimento da verdade para poderem fazer uma escolha. A situação é diferente, porém, com respeito às pessoas hoje na Terra. . . . Os da grande multidão precisam receber esta mensagem do evangelho antes do dia da batalha do grande dia do Deus Todo-Poderoso, que é o Armagedom. Se a grande multidão não receber agora a mensagem da verdade, será tarde demais quando começar a obra de matança.” — Veja 2 Reis 10:25; Ezequiel 9:5-10; Sofonias 2:1-3; Mateus 24:21; 25:46.

Em resultado deste entendimento das Escrituras, as Testemunhas de Jeová ficaram imbuídas de renovado zelo pela obra de dar testemunho. Leo Kallio, que mais tarde serviu como superintendente viajante na Finlândia, disse: “Não me lembro de ter sentido alguma vez maior alegria e zelo do que naquele tempo, tampouco me lembro de ter pedalado mais rapidamente a minha bicicleta do que naqueles dias, quando me apressava a levar aos interessados as novas de que, por causa da benignidade imerecida de Jeová, se lhes oferecia a vida eterna na Terra.”

Nos cinco anos seguintes, à medida que o número de Testemunhas de Jeová aumentava, diminuía gradativamente o número dos que participavam dos emblemas na Comemoração anual da morte de Cristo. Contudo, a afluência dos da grande multidão não foi tão rápida quanto o irmão Rutherford esperava que fosse. Certa vez, ele até mesmo disse a Fred Franz, que se tornou o quarto presidente da Sociedade: “Parece que a ‘grande multidão’, afinal, não vai ser tão grande assim.” Mas, desde então, o número de Testemunhas de Jeová subiu vertiginosamente para milhões, ao passo que o número dos que esperam uma herança celestial continuou em geral a diminuir.

Um só rebanho sob um só pastor

Não há rivalidade entre a classe ungida e a grande multidão. Os que têm esperança celestial não desprezam os que ansiosamente esperam ganhar a vida eterna num paraíso terrestre. Cada um deles aceita com gratidão os privilégios concedidos por Deus, não achando que a sua posição de certa forma o torne melhor ou de alguma maneira inferior aos outros. (Mat. 11:11; 1 Cor. 4:7) Conforme predisse Jesus, os dois grupos se tornaram verdadeiramente “um só rebanho”, servindo com submissão a ele como seu “um só pastor”. — João 10:16.

O sentimento que os irmãos ungidos de Cristo têm para com seus companheiros da grande multidão está bem expresso no livro Segurança Mundial sob o “Príncipe da Paz”: “Desde a Segunda Guerra Mundial, o cumprimento da profecia de Jesus a respeito da ‘terminação do sistema de coisas’ se deve na maior parte ao papel desempenhado pelos da ‘grande multidão’ das ‘outras ovelhas’. A iluminação provida pelas lâmpadas acesas do restante lhes tem aclarado os olhos do coração, e eles foram ajudados a refletir essa luz sobre outros que ainda permanecem na escuridão deste mundo. . . . Tornaram-se companheiros inseparáveis do restante da classe da noiva. . . . Cabem assim profusos agradecimentos à ‘grande multidão’ internacional, multilíngüe, pelo papel sobrepujante que tem desempenhado no cumprimento da profecia do Noivo, em Mateus 24:14!”

Entretanto, à medida que as Testemunhas de Jeová, incluindo-se a grande multidão, têm unidamente participado em proclamar as gloriosas novas do Reino de Deus, o público chegou a notá-las por outra coisa além de seu zeloso testemunho.