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Cristo é o fim da Lei
Cristo é o fim da Lei

Sábado              Foto

Definição: Sábado vem do hebraico sha·váth, que significa “descansar, cessar, desistir”. O sistema sabático, prescrito na Lei mosaica, incluía um dia sabático semanal, também certo número de especificados dias adicionais durante o ano, bem como o sétimo ano e o qüinquagésimo ano. O sábado semanal dos judeus, o sétimo dia da semana calendar deles, é desde o pôr-do-sol, na sexta-feira, até o pôr-do-sol, no sábado. Muitos cristãos professos têm guardado tradicionalmente o domingo como o dia de descanso e de culto; outros aderem ao dia reservado no calendário judaico.

Têm os cristãos a obrigação de guardar um dia de sábado semanal?

Êxo. 31:16, 17: “Os filhos de Israel têm de guardar o sábado, a fim de celebrar o sábado nas suas gerações. É um pacto por tempo indefinido [“pacto perpétuo”, IBB]. É um sinal entre mim e os filhos de Israel por tempo indefinido.” (Note que a guarda do sábado era um sinal entre Jeová e Israel; não seria assim se todos os demais estivessem sob a obrigação de guardar o sábado. A palavra hebraica vertida aqui “perpétuo” em IBB é ‛oh·lám, que significa basicamente um período de tempo que, do ponto de vista do presente, é indefinido ou escondido da vista, mas de longa duração. Pode significar para sempre, mas não necessariamente. Em Números 25:13, a mesma palavra hebraica se aplica ao sacerdócio, que mais tarde terminou, segundo Hebreus 7:12.)

FotoRom. 10:4: “Cristo é o fim da Lei, para que todo aquele que exercer fé possa ter justiça.” (A guarda do sábado fazia parte dessa Lei. Deus usou a Cristo para pôr fim àquela Lei. Alcançar alguém a justiça perante Deus depende da sua fé em Cristo, não da guarda do sábado semanal.) (Também Gálatas 4:9-11; Efésios 2:13-16.)

Col. 2:13-16: “[Deus] nos perdoou bondosamente todas as nossas falhas e apagou o documento manuscrito que era contra nós, que consistia em decretos e que estava em oposição a nós . . . Portanto, nenhum homem vos julgue pelo comer ou pelo beber, ou com respeito a uma festividade ou à observância da lua nova ou dum sábado.” (Se uma pessoa que estava sob a Lei mosaica fosse julgada culpada de profanar o sábado, tinha de ser apedrejada até à morte pela inteira congregação, segundo Êxodo 31:14 e Números 15:32-35. Muitos que argumentam a favor de se guardar o sábado têm motivos de se alegrar de que não estamos debaixo dessa Lei. Conforme indicado no texto bíblico citado aqui, para alguém ter uma condição de aprovação perante Deus não mais precisa seguir o requisito de guardar o sábado dado a Israel.)

Como é que o domingo veio a ser o dia principal de adoração para muitos na cristandade?

Embora Cristo fosse ressuscitado no primeiro dia da semana (hoje chamado domingo), não há instrução na Bíblia para se reservar esse dia da semana como sagrado.

“A retenção do antigo nome pagão de ‘Dies Solis’, ou ‘Sunday’ [‘domingo’, em inglês, significando ‘dia do sol’] para o festival cristão, semanal, é, em grande parte, devido à união do sentimento pagão e [o assim chamado] cristão, à base da qual o primeiro dia da semana foi recomendado por Constantino [num edito em 321 EC] a seus súditos, tanto pagãos como cristãos, como o ‘dia venerável do Sol’. . . . Foi o seu modo de harmonizar as discordantes religiões do Império sob uma instituição comum.” — Lectures on the History of the Eastern Church (Nova Iorque, 1871), de A. P. Stanley, p. 291.

Foi a ordem de guardar o sábado dada a Adão, tornando-a assim obrigatória a toda a sua descendência?

Jeová Deus passou a descansar de suas obras de criação material, terrestre, depois de preparar a terra para a habitação humana. Isto está declarado em Gênesis 2:1-3. Mas, nada nos escritos da Bíblia diz que Deus tenha orientado Adão a guardar o sétimo dia de cada semana como um sábado.

Deut. 5:15: “Tens de lembrar-te de que te [Israel] tornaste escravo na terra do Egito e que Jeová, teu Deus, passou a fazer-te sair de lá com mão forte e braço estendido. É por isso que Jeová, teu Deus, te mandou observar o dia de sábado.” (Jeová relaciona aqui o dar ele a lei do sábado com a libertação de Israel da escravidão no Egito, não com eventos no Éden.)

Êxo. 16:1, 23-29: “Toda a assembléia dos filhos de Israel chegou finalmente ao ermo de Sim . . . no dia quinze do segundo mês depois da sua saída da terra do Egito. . . . [Moisés] lhes disse: ‘É o que Jeová falou. Amanhã haverá a observância sabática dum santo sábado para Jeová. . . . Seis dias haveis de apanhá-lo [o maná], mas o sétimo dia é um sábado. Não se formará nele.’ . . . Jeová disse a Moisés: . . . ‘Notai o fato de que Jeová vos deu o sábado.’” (Antes disso, demarcavam-se semanas de sete dias cada uma, mas esta é a primeira menção que se faz da observância dum sábado.)

É a Lei mosaica dividida em parte “cerimonial” e parte “moral”, e está em vigor a “lei moral” (os Dez Mandamentos) para os cristãos?

Fez Jesus referência à Lei de tal modo que indicasse divisão dela em duas partes?

Mat. 5:17, 21, 23, 27, 31, 38: “Não penseis que vim destruir a Lei ou os Profetas. Não vim destruir, mas cumprir.” Note agora o que Jesus incluiu nos seus comentários adicionais. “Ouvistes que se disse aos dos tempos antigos: ‘Não deves assassinar [Êxo. 20:13; o Sexto Mandamento]’ . . . Se tu, pois, trouxeres a tua dádiva ao altar [Deut. 16:16, 17; não faz parte dos Dez Mandamentos] . . . Ouvistes que se disse: ‘Não deves cometer adultério [Êxo. 20:14; o Sétimo Mandamento].’ Outrossim, foi dito: ‘Quem se divorciar de sua esposa, dê-lhe certificado de divórcio [Deut. 24:1; não faz parte dos Dez Mandamentos].’ Ouvistes que se disse: ‘Olho por olho e dente por dente [Êxo. 21:23-25; não faz parte dos Dez Mandamentos].’” (Portanto, Jesus misturou referências aos Dez Mandamentos com referências a outras partes da Lei, sem fazer distinção entre eles. Devemos nós diferenciá-los?)

Quando se perguntou a Jesus: “Instrutor, qual é o maior mandamento na Lei?” será que ele isolou os Dez Mandamentos? Ao contrário, replicou: “‘Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.’ Este é o maior e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’ Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.” (Mat. 22:35-40) Se alguns se apegarem aos Dez Mandamentos (Deut. 5:6-21), dizendo que são obrigatórios aos cristãos, mas que o resto não é, não estão realmente rejeitando o que Jesus disse (citando de Deut. 6:5; Lev. 19:18) sobre quais são os maiores mandamentos?

Quando a Bíblia menciona que a Lei mosaica terminou, diz ela diretamente que os Dez Mandamentos estavam incluídos naquilo que chegou ao fim?

Rom. 7:6, 7: “Agora fomos exonerados da Lei, porque morremos para com aquilo que nos segurava . . . O que diremos, então? É a Lei pecado? Que nunca se torne tal! Realmente, eu não teria chegado a conhecer o pecado, se não fosse a Lei; e, por exemplo, eu não teria conhecido a cobiça, se a Lei não dissesse: ‘Não deves cobiçar.’” (Aqui, imediatamente depois de escrever que os cristãos judeus haviam sido “exonerados da Lei”, que exemplo da Lei cita Paulo? O Décimo Mandamento, mostrando assim que estava incluído na Lei da qual eles foram exonerados.)

2 Cor. 3:7-11: “Se o código que administra a morte e que foi gravado com letras em pedras veio a existir em glória, de modo que os filhos de Israel não podiam fitar atentamente os olhos no rosto de Moisés, por causa da glória do seu rosto, glória que havia de ser eliminada, por que não deve a administração do espírito ser com muito mais glória? . . . Pois, se aquilo que havia de ser eliminado foi introduzido com glória, muito mais glória teria aquilo que permanece.” (Menciona-se aqui um código que foi “gravado com letras em pedras”, e diz-se que “os filhos de Israel não podiam fitar atentamente os olhos no rosto de Moisés” na ocasião em que lhes foi entregue. Que descreve isso? Êxodo 34:1, 28-30 mostra que isto foi quando lhes foram entregues os Dez Mandamentos; estes eram os mandamentos gravados em pedra. Obviamente estes estão incluídos no que o texto diz aqui que “havia de ser eliminado”.)

Será que a eliminação da Lei mosaica, incluindo os Dez Mandamentos, a entender que se tira toda a restrição moral?

 

De forma alguma; muitas das normas de moral estabelecidas nos Dez Mandamentos foram expressas novamente nos livros inspirados das Escrituras Gregas Cristãs. (Contudo, não se expressou novamente a lei do sábado.) Mas, não importa quão boa uma lei seja, enquanto as inclinações para o pecado dominarem os desejos de uma pessoa, haverá violação da lei. Entretanto, com respeito ao novo pacto, que substituiu o pacto da Lei, Hebreus 8:10 diz: “‘Pois, este é o pacto que celebrarei com a casa de Israel depois daqueles dias’, diz Jeová. ‘Porei as minhas leis na sua mente e as escreverei nos seus corações. E eu me tornarei seu Deus e eles é que se tornarão meu povo.’” Quanto mais eficazes são essas leis do que as gravadas em tábuas de pedra!

Rom. 6:15-17: “Cometeremos pecado porque não estamos debaixo de lei, mas debaixo de benignidade imerecida? Que isso nunca aconteça! Não sabeis que, se persistirdes em vos apresentar a alguém como escravos, para lhe obedecer, sois escravos dele, porque lhe obedeceis, quer do pecado, visando a morte, quer da obediência, visando a justiça? Mas, graças a Deus que éreis escravos do pecado, mas vos tornastes obedientes de coração àquela forma de ensino a que fostes entregues.” (Veja também Gálatas 5:18-24.)

Que sentido tem para os cristãos o sábado semanal?

“um descanso sabático” do qual os cristãos participam diariamente.

Hebreus 4:4-11 diz: “Num lugar [Gênesis 2:2] ele [Deus] disse do sétimo dia o seguinte: ‘E Deus descansou no sétimo dia de todas as suas obras’, e novamente, neste lugar [Salmo 95:11]: ‘Não entrarão no meu descanso.’ Portanto, visto que resta que alguns entrem nele, e os a quem se declararam primeiro as boas novas não entraram, por causa de desobediência, ele especifica novamente certo dia, por dizer, depois de tanto tempo, no salmo de Davi [Salmo 95:7, 8]: ‘Hoje’, assim como já foi dito: ‘Hoje, se escutardes a sua própria voz, não endureçais os vossos corações.’ Pois, se Josué os tivesse conduzido a um lugar de descanso, Deus não teria depois falado de outro dia. De modo que resta um descanso sabático para o povo de Deus. Porque o homem que entrou no descanso de Deus descansou também das suas próprias obras, assim como Deus das suas. Façamos, portanto, o máximo para entrar naquele descanso, para que ninguém caia no mesmo exemplo de desobediência.”

Insta-se com os cristãos aqui para que descansem de quê? Das “suas próprias obras”. Que obras? Obras por meio das quais procuravam antes mostrar-se justos. Não mais crêem que podem ganhar a aprovação de Deus e a vida eterna seguindo certas regras e observâncias. Esse foi o erro dos judeus sem fé, que, por ‘buscarem estabelecer a sua própria justiça, não se sujeitaram à justiça de Deus’. (Rom. 10:3) Os verdadeiros cristãos reconhecem que todos nós nascemos pecadores e que é só pela fé no sacrifício de Cristo que uma pessoa pode ter uma posição justa perante Deus. Esforçam-se em levar a sério todos os ensinamentos do Filho de Deus e pô-los em prática. Aceitam humildemente os conselhos e as repreensões provenientes da Palavra de Deus. Isto não quer dizer que pensam que desta forma podem ganhar à base de mérito próprio a aprovação de Deus; ao invés, o que fazem é expressão de seu amor e de sua fé. Por tal proceder na vida, evitam o “exemplo de desobediência” da nação judaica.

O “sétimo dia”, mencionado em Gênesis 2:2, não era apenas um dia de 24 horas. (Veja a página 98, debaixo do tópico “Criação”.) Similarmente, o “descanso sabático”, no qual os verdadeiros cristãos participam, não se limita a um dia de 24 horas. Por exercerem fé e obedecerem ao conselho bíblico, eles o usufruem diariamente, e farão isso especialmente no novo sistema de Deus.

um descanso “sabático” de mil anos no futuro para a humanidade.

Mar. 2:27, 28: “[Jesus] prosseguiu assim a dizer-lhes: ‘O sábado veio à existência por causa do homem, e não o homem por causa do sábado; portanto, o Filho do homem é Senhor até mesmo do sábado.’”

Jesus sabia que Jeová instituíra o sábado como sinal entre Deus e Israel, e que se destinava a trazer-lhes alívio de suas labutas. Jesus sabia também que a sua própria morte proveria a base para que a Lei mosaica fosse posta de lado como tendo tido cumprimento nele. Ele reconhecia que a Lei, com o requisito do sábado, era “uma sombra das boas coisas vindouras”. (Heb. 10:1; Col. 2:16, 17) Com relação a essas “boas coisas” há um “sábado” do qual ele há de ser Senhor.

Qual Senhor dos senhores, Cristo governará toda a terra por mil anos. (Rev. 19:16; 20:6; Sal. 2:6-8) Enquanto estava na terra, Jesus realizou misericordiosamente algumas das suas mais surpreendentes obras de cura no sábado, demonstrando assim a espécie de alívio que ele trará a pessoas de todas as nações durante seu Reino milenar. (Luc. 13:10-13; João 5:5-9; 9:1-14) Os que reconhecem o verdadeiro significado do sábado terão oportunidade de também se beneficiar desse descanso “sabático”.

Deus, Mediante Cristo, Pôs Fim à Lei

Mui claramente, as Escrituras pontificam que Deus, mediante Cristo, pôs fim à Lei. (Efé. 2:14-18; Col. 2:13, 14) Alguns afirmam que Deus pôs fim apenas à chamada lei cerimonial, mas não ao Decálogo. Mas, não há base bíblica para tal separação. Em seu Sermão do Monte, Jesus citou tanto do Decálogo como das características cerimoniais da Lei e não fez nenhuma distinção entre elas. — Mat. 5:21-42.

Em apoio adicional disto, observe as palavras inspiradas que aparecem em Romanos 7:4-12. Ali lemos que os cristãos foram “mortos para com a Lei, por intermédio do corpo de Cristo”, e, como resultado disso, eles foram “exonerados da Lei”. De que Lei? Apenas da chamada lei cerimonial? De jeito nenhum, pois o escritor inspirado passa a citar do Decálogo: “Não deves cobiçar”, mostrando que, por “Lei” ele queria dizer não só a lei cerimonial, mas a lei inteira fornecida por meio de Moisés, inclusive os Dez Mandamentos.

A Lei Versus a Bondade Imerecida

Por todas as Escrituras Gregas Cristãs, a lei de Moisés é contrastada com a “graça” ou bondade imerecida que veio com Jesus Cristo. Assim, lemos que “a lei foi dada por Moisés, a “graça” e a verdade vieram por Jesus Cristo”. (João 1:17, CBC) Sim, “Cristo é o fim da Lei, para que todo aquele que exercer fé possa ter justiça”. Por “fim” não se quer dizer apenas o alvo da Lei, mas seu término. Aconselha-se, portanto, aos cristãos: “O pecado não deve dominar sobre vós, visto que não estais debaixo de lei, mas debaixo de benignidade imerecida.” — Rom. 10:4; 6:14.

A Lei cumpriu seu propósito, preparando os israelitas para o seu Messias, assim como lemos: “A Lei . . . tornou-se o nosso tutor, conduzindo a Cristo, para que fôssemos declarados justos devido à fé. Mas agora que chegou a fé, não estamos mais debaixo dum tutor.” (Gál. 3:24, 25) Para quem a Lei era um tutor? Apenas para os judeus. Assim, quando Paulo pregou aos não-judeus em Atenas, alguns deles se tornaram crentes, cristãos, embora jamais estivessem antes sob a lei mosaica como tutor. — Atos 17:22-34.

A “Lei” do Amor

Significa tudo isso que, visto que os cristãos não estão debaixo dos Dez Mandamentos, estão livres para fazer o que quiserem? De jeito nenhum. “Fostes, naturalmente, chamados à liberdade, irmãos; apenas não useis esta liberdade como induzimento para a carne mas, por intermédio do amor, trabalhai como escravos uns para os outros. Pois a Lei inteira está cumprida numa só expressão, a saber: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’” (Gál. 5:13, 14) Se os cristãos tivessem ficado livres apenas da chamada lei cerimonial, tal liberdade não constituiria induzimento para a carne. Mas, o argumento é claro de que, só porque não mais estão sob a lei mosaica, inclusive os Dez Mandamentos, não estão livres para agir com desconsideração para com os outros, pois ainda estão obrigados para com a lei do amor.

Mostrando que tal obrigação de amar ocupa o lugar dos mandamentos encontrados no Decálogo (e não apenas na chamada lei cerimonial), há as palavras encontradas em Romanos 13:8-10: “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma, exceto que vos ameis uns aos outros; pois, quem ama o seu próximo tem cumprido a lei. Pois o código da lei: ‘Não deves cometer adultério, não deves assassinar, não deves furtar, não deves cobiçar’, e qualquer outro mandamento que haja, está englobado nesta palavra, a saber: ‘Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.’ O amor não obra o mal para com o próximo; portanto, o amor é o cumprimento da lei.” Devido à importância fundamental do amor, Jesus não se referiu a qualquer dos Dez Mandamentos quando lhe foi perguntado qual era o maior deles, mas mostrou que o maior mandamento era amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, mente e força. — Mar. 12:29, 30.

O Quarto Mandamento, contudo, não deixa de ter significado para os cristãos. Realmente guardam um sábado, não um dia dentre sete, mas um sábado contudo o sábado no qual Deus entrou ao terminar’ suas obras criativas. (Sal. 95:8-11; Heb. 3:7 a 4:8) Sim, “resta um descanso sabático para o povo de Deus,” escreveu Paulo; “façamos, portanto, o máximo para entrar naquele descanso”. Como? Por exercer fé na provisão de salvação feita por Deus; por desistir das obras egoístas, e, ao invés, por usar nossa vida para glorificar a Deus. “O homem que entrou no descanso de Deus descansou também das suas próprias obras [obras de auto-justificação, obras egoístas], assim como Deus das suas” obras de criação. (Heb. 4:9-11)

Por que dar ênfase à liberdade cristã?

“CRISTO nos libertou. Portanto, ficai firmes e não vos deixeis restringir novamente num jugo de escravidão.” (Gál. 5:1) “Sede como livres, contudo, mantende a vossa liberdade, não como disfarce para a maldade, mas como escravos de Deus.” (1 Ped. 2:16) Estas e outras declarações similares das Escrituras Gregas Cristãs sublinham o alto valor da liberdade cristã e a importância de salvaguardá-la. Um exame das circunstâncias que existiam no primeiro século E. C. pode ajudar-nos a avaliar por que se dá tal ênfase à liberdade cristã.

Antes de Jesus Cristo vir à terra para dar sua vida em sacrifício, o Deus Todo-poderoso lidava exclusivamente com a nação de Israel. No primeiro século, os israelitas já estavam sob a lei mosaica por mais de 1.500 anos. Os líderes religiosos do judaísmo, especialmente os fariseus, criam que podiam obter mérito perante Deus por sua estrita observância da Lei, segundo a sua interpretação tradicional. Ao invés de se voltarem humildemente para Jeová Deus, em basca de sua misericórdia e favor, tais homens orgulhavam-se de serem melhores do que os outros israelitas e de terem uma posição superior perante Deus. Sua atitude era semelhante à dos fariseus, aos quais Jesus, em uma de suas ilustrações, representou como orando: “Ó Deus, agradeço-te que não sou como o resto dos homens, extorsores, injustos, adúlteros, ou mesmo como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana, dou o décimo de todas as coisas que adquiro.” — Luc. 18:11, 12.

Em realidade, contudo, a lei mosaica condenava até mesmo os fariseus como pecadores. Por exemplo, Paulo, enquanto era fariseu, compreendeu que não conseguia guardar perfeitamente a Lei. Descobriu que, apesar de seus melhores esforços, a ordem sobre não cobiçar o condenava. Em sua carta aos Romanos, escreveu ele: “Eu não teria conhecido a cobiça, se a Lei não dissesse: ‘Não deves cobiçar.’ Mas o pecado, recebendo induzimento por intermédio do mandamento, produziu em mim cobiça de toda sorte, pois à parte da lei, o pecado estava morto. De fato, eu estava uma vez vivo à parte da lei; mas, ao chegar o mandamento, o pecado passou a viver novamente, mas eu morri.” — Rom. 7:7-9.

Um dos principais objetivos da Lei era o de conduzir os israelitas ao Messias, por torná-los cônscios da necessidade da obra redentora deste. Por conseguinte, depois de Jesus Cristo concluir seu proceder sacrificial e apresentar o valor do seu sacrifício a seu Pai, a Lei já havia cumprido seu objetivo. (Gál. 3:24, 25) Todos os que exercessem fé no arranjo de Deus, mediante Cristo, para ter seus pecados perdoados, ficaram livres da condenação do pecado e também da Lei que tornava manifesta tal condenação. — Rom. 7:6; 8:1, 2.

Deixando de avaliar esta verdade vital, certos judeus cristianizados do primeiro século E. C. insistiam em que a salvação não podia ser obtida à parte da Lei. Crendo que a conduta moral aceitável dependia da estrita aderência à Lei, desejavam impô-la aos crentes não-judaicos. (Atos 15:2, 5) Tais judeus cristianizados perderam de vista que a Lei em si não podia garantir a conduta excelente, e que a operação do espírito de Deus sobre os que exerciam fé em Cristo é uma força muito mais potente a favor da justiça. (Gál. 5:16-18) O espírito de Deus produz o amor dentro da pessoa, e “o amor não obra o mal para com o próximo”. — Rom. 13:10.

As pessoas que insistiam na observância da Lei negavam o valor da fé toda-essencial, e continuavam a encarar as obras como o meio para se tornarem justas. Seu enfoque legalista das questões de adoração teriam reconduzido os cristãos a um arranjo que somente expunha os indivíduos como pecadores e merecedores da morte. — Rom. 3:20; 6:23.

Por isso, a insistência na guarda da Lei como meio de obter salvação era realmente um retorno à escravidão, da qual os cristãos se tinham libertado à base do sacrifício de Jesus. O apóstolo Pedro indicou isto aos que achavam que os requisitos da Lei deveriam ser impostos aos crentes dentre os não-judeus incircuncisos. Referindo-se a que o italiano Cornélio e outros tinham recebido o espírito de Deus, enquanto eram incircuncisos, o apóstolo tirou a seguinte conclusão:

“Deus, que conhece o coração, deu testemunho por dar-lhes o espírito santo, assim como dera também a nós. E ele não fez nenhuma distinção entre nós e eles, mas purificou os corações deles pela fé. Ora, portanto, por que estais pondo Deus à prova por impor no pescoço dos discípulos um jugo [a lei mosaica] que nem os nossos antepassados nem nós [judeus] somos capazes de levar? Ao contrário, confiamos em ser salvos por intermédio da benignidade imerecida do Senhor Jesus, do mesmo modo como também essas pessoas.” — Atos 15:8-11.

Visto que Jeová Deus, mediante seu Filho, derramou seu espírito sobre não-judeus crentes, os que desejavam que os crentes incircuncisos ficassem sob a Lei estavam realmente achando falhas em Deus. Faziam parecer que o Altíssimo não sabia o que fazia ao aceitar os não-judeus sem primeiro exigir que guardassem a Lei. Isto era deveras, incorretamente, ‘pôr Deus à prova’. A liberdade cristã tinha de ser defendida, de modo que os crentes não desagradassem a Jeová.

Hoje, também, temos de salvaguardar nossa liberdade cristã. Isto não significa que podemos ser anárquicos. Pelo contrário, somos escravos de Deus e de Cristo. Tornarmo-nos praticantes do pecado constituiria negação do próprio objetivo pelo qual o Filho de Deus morreu por nós, a saber, de libertar-nos do pecado. Quão errado seria abusar da misericórdia imerecida que nos fora mostrada! (Rom. 8:2-11; 1 Ped. 1:17-19) Todavia, temos de ter cuidado de não cair na armadilha de pensar que obtemos o dom de vida eterna pela realização de certas obras. Isto nos poderia levar a nos ter em mui alta conta, como fizeram os fariseus, e dar crédito a nós mesmos pela obra que Deus realiza mediante Cristo e o espírito santo. (Compare com Romanos 7:21-25; 1 Coríntios 3:6, 7.) Nossas obras e conduta excelentes não são senão uma expressão de nossa fé viva e ativa. (Tia. 2:26) Provam que nos permitimos ser usados por nosso Pai celeste e seu Filho como seus instrumentos. Assim toda glória cabe a Jeová Deus e a nosso Senhor Jesus Cristo.

Que jamais percamos de vista o valor da liberdade cristã ao rendermos serviço, corretamente motivado, a Deus. Um código perfeito de leis não pode tornar justa a nenhuma pessoa. Para termos a aprovação divina, precisamos duma força maior em nossa vida do que a lei, para sobrepujar as pecaminosas tendências carnais. Essa força mais potente é o espírito de Deus, que opera plenamente em favor das pessoas que possuem genuína fé nos arranjos de Deus para a salvação mediante Cristo. Trocar o legalismo judaico pela liberdade cristã, portanto, constitui uma negação da fé cristã.